A mais pura e linda história de amor.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Papai, quanto me amas ?

No dia que nasceu nossa filha, meu marido não sentiu grande alegria.
Por que a decepção que sentia parecia ser maior do que o grande conhecimento
de ter uma filha.
AAA, eu queria um filho homem ! - Lamentava meu marido.
Em poucos meses ele se deixou cativar pelo sorriso de nossa linda Carmenzita,
e pela infinita inocência de seu olhar, fixo e penetrante, foi então que ele começou
ama-la com loucura. Sua carinha, seu sorriso não se apartavam mais dele, tudo seria para
a nossa Carmenzita.
Numa tarde estava-mos reunidos em familia, quando Carmenzita perguntou ao seu pai :
_ Papai, quando eu completar 15 anos qual será meu presente ?
Ele lhe respondeu : _ Meu amor, você tem apenas 7 aninhos, não lhe parece
que falta muito tempo para essa data ?
Respondeu Carmenzita : _ Bem papai, tu sempre diz que o tempo passa voando, ainda que eu
nunca haja visto por aqui.
Carmenzita já tinha 14 anos e ocupava toda a alegria da casa, especialmente o coração
do seu papai. Num domingo fomos a igreja, Carmenzita tropeçou e seu pai logo a agarrou,
para que não caisse... Já sentados no banco da igreja, vimos que Carmenzita foi caindo lentamente e quase perdeu a consciência, seu pai agarrou-a e a levou imediatamente para o hospital. Ali permaneceu por dez dias e foi então quando lhe informaram que Carmenzita padecia de uma grande infermidade que afetava seriamente seu coração. Numa manhã, ainda na cama, Carmenzita perguntou a seu pai : _ Papai, os médicos lhe disseram que eu vou morrer ?
Respondeu seu pai : _ Não meu amor, não vais morrer, Deus é tão grande, não permitiria
que eu perca o que mais tenho amado neste mundo.
Perguntou Carmenzita :_ Quando a gente morre, vamos para algum lugar ? Podem ver lá de cima sua familia ? Sabem se um dia podem voltar ?
- bem filha, na verdade ninguém regressou de la e contou algo sobre isso, porém se eu morrer, não te deixarei só, onde eu estiver buscarei uma maneira de me comunicar contigo, e em ultima instância utilizaria o vento para te ver.
_ O VENTO ? E COMO VOCÊ FARIA ?
- não tenho menor idéia filhinha, só sei que se algum dia eu morrer, sentirás que estou contigo quando um suave vento roçar seu rosto e uma brisa fresca beijar tua face.
Nesse mesmo dia a tarde fomos informados pelos médicos que nossa Carmenzita necessitava de um transplante de coração, pois do contrário ela só teria mais vinte dias de vida.
UM CORAÇÃO ? ONDE CONSEGUIR UM CORAÇÃO ? ONDE DEUS MEU ?
Nesse mesmo mês Carmenzita completaria seus 15 anos . . e foi numa sexta feira a tarde quando conseguiram um doador, foi operada e saiu tudo bem.
Carmenzita permaneceu no hospital por quinze dias e em nenhuma só vez seu pai foi visita-la.
Todavia, os médicos lhe deram alta e ela foi para sua casa. Ao chegar em casa Carmenzita com ansiedade gritou : _ PAPAI, PAPAI, ONDE TU ESTAS ?
Eu sai do quarto com os olhos molhados de lágrimas e disse-lhe :
_ Aqui está uma carta, que seu pai deixou a você.
" Carmenzita, filhinha do meu coração, no momento em que ler minha carta, essa foi a promessa que fizeram os médicos que te operaram. Não pode imaginar nem remotamente quanto lamento não estar ao teu lado neste instante. Quando soube que morrerias, decidi dar-te a resposta da pergunta que me fizeste quando tinha sete anos e a qual eu não respondi. Decidi dar-te o presente mais bonito que ninguém jamais faria por minha filha . . . Te dou de presente a minha vida inteira sem nenhuma condição, para que faças com ela o que queiras.
TE AMO COM TODO MEU CORAÇÃO.
- Carmenzita chorou por todo dia e por toda noite, e no dia seguinte foi ao cemitério visitar a tumba de seu papai; chorou tanto como ninguém poderia chorar e sussurrou :
_ Papai, agora posso compreender quanto me amavas, eu também te amava ainda que nunca tinha dito, agora compreendo a importância de dizer-te " TE AMO " e te pediria perdão por haver guardado silêncio tantas vezes. Neste instante as copas das árvores balançavam suavemente, cairam algumas folhas e florzinhas, e uma suave brisa roçou a face de Carmenzita, ela sabia que seu papai estava ali, em algum lugar olhando por ela. Olhou para o céu, tentou secar as lágrimas de seu rosto, se levantou e voltou para casa.

" NUNCA DEIXES DE DIZER 'TE AMO' NÃO SABES SE ESTA SERÁ A SUA ULTIMA VEZ "

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ana e Bruno

Ana se lembrava bem, como todos os outros dias, ela se levantou, entrou em baixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola.
Quando a garota chegou em casa abriu seu msn. Um convite novo.
VOU ACEITAR, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto chamado Bruno, os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo. Tinham quase tudo em comum, exceto a cidade, o garoto morava em Londres e a garota em Boston, uma pequena cidade no sul da Inglaterra. Eles começaram a conversar mais e mais, cada dia mais, cada vez mais. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer suas lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava ligava logo o aparelho. Era também o caso de Bruno.
Ele sempre ficava esperando Ana no msn até 6 horas da tarde, que era quando a garota entrava.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e assim foi. No começo dos 18 anos aconteceu a coisa mais esperada pelas amigas de Ana, Bruno a pediu em namoro !
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador, o que os dois tinham era maravilhoso,uma coisa que as amigas de Ana jamais tinham visto ou experimentado.
Eles confiavam um no outro, mais que qualquer outro casal. Isso requer realmente muita confiança. ELES SE AMAVAM ! As amigas de Ana conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completamente apaixonados, não avia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia. A garota pensava que a cada dia que passasse a tendência era o amor esvair. eles provaram que estava errada.
TODO dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota, a acordava para começarem o dia com a voz um do outro.
Um dia o garoto apareceu com uma boa notícia, ele conseguiria ir pra Boston, passaria um dia lá, no outro dia viajaria. Eles se encontraram a noite, em frente a escola de Ana, ela conversou com o garoto e não quis o beija-lo. _ Você é uma droga pra mim, é viciante ! Se eu beija-lo não vou mais conseguir ficar um minuto longe de você. DISSE ANA. _ Nós vamos nos reencontrar e vamos ficar juntos para sempre. DISSE O GAROTO.
Ela o abraçou, com mais força do que já estivera abraçado outra pessoa, e o garoto, se contentou em abraço-la, ele sabia que o que a garota dizia era verdade. Eles iriam se encontrar, e iriam passar o resto da vida junto. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele !
O tempo passou rápido, eles estavam junto e se divertiram muito, mas ele teve que ir embora no dia seguinte cedo demais para conseguirem se despedir.
Passaram-se 6 meses e Marcela, amiga de Ana não estendia porque eles não tinham se beijado.
_Ana, você já parou pra pensar que essa podia ter sido uma chance unica ? você foi idiota, sabe disso né. MAAAS Ana sabia o que era melhor pra ela.
Um dia Bruno apareceu com a notícia : Ele conseguiu uma bolsa de estudos numa faculdade de Boston, e se mudaria para a cidade em breve.
Ana se chocou com isso, passava dias se perguntando se ela se sacrificaria tanto quanto o garoto iria se sacrificar por ela. Isso a fez mal.
_Ana, deixa de ser besta, você o ama, até eu posso sentir isso. e você sabe que eu não sou a garota mais esperta do mundo. Disse Marcela, encorajando a amiga .
_ Ele está desistindo da vida em LONDRES por mim, eu não desistiria de tanto por ele, e acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Meses se passaram, o tempo passava rápido, Ana não terminaria o namoro por internet, seria frio demais, ela esperaria o namorado chegar !
Chegou o dia, Ana esperou o futuro ex-namorado, onde se encontraram a meses atrás, ela negou o beijo mais uma vez, o namorado ficou sem entender, mas aceitou.
_ Quando você me disse " vou me mudar para Boston " eu fiquei feliz, mais feliz que já fiquei a muito tempo, mas depois eu comecei a pensar se faria o mesmo por você. disse Ana.
_ Eu sei, e foi pelo melhor motivo do mundo. disse Bruno.
- Não, não é. Eu sinto que não estou sendo justa com você, e sem ser justa com você eu não estou sendo justa comigo! Eu não sei se faria o que você fez, eu acho que não. Eu sou egoísta demais, não quero ser injusta com ninguém, não quero ir dormir pensando nisso. E de verdade, eu não sei se seu amor é suficiente pra mim - a garota disse, e virou as costas.
Foi andando para sua casa, o céu estava azul e o sol brilhava, mas o que estava dentro de Bruno e de Ana não era assim tão brilhante!
Marcela viu sua amiga passando correndo, e foi atrás dela. _ Ana, o que foi amor ? encontrou a amiga deitada e chorando.
_ O Bruno ! Por essa mini-frase, Marcela já tinha entendido !
A garota aprendeu a viver com a dor, passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, um advogado de susseço, ainda morava em Boston, nunca largaria a cidade, pois lá ainda morava seu amor maior. Ana era uma fotógrafa, ganhava a vida fotografando famosos de todo o mundo, nunca saíra de Boston. Bruno e Ana se tornaram melhores amigos, Ana já tinha um noivo, executivo, vivia de Boston para Londres. Já Bruno sabia, por mais que tentasse achar alguém igual a Ana, não conseguiria, só ela seria o amor de sua vida.
Ana iria passar um tempo fora da cidade, iria para a capital fotografar, iria dirigindo, à Londres.
Um carro, dia chuvoso, Pista dupla, um caminhão, visão confundida. Bebida em excesso. Não poderia resultar em uma coisa boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana, ela não estava muito longe de Boston, então foi levada para o hospital na cidade. O seu noivo foi o primeiro a ser avisado, em seguida os pais de Ana, Marcela, e por último, Bruno.
Bruno se apressou para chegar ao hospital em que Ana estava, ele chegou antes de todos, andou pelos corredores com luzes florescentes fracas que aumentava a aflição dele. Como estaria Ana ? A SUA Ana ? Ela sempre seria dele, amiga ou namorada, seria DELE !
Achou o quarto, em questão, 842, abriu a porta com cautela; e viu a pior imagem que poderia ter visto. Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo corpo; Ele chorou, pois não queria ver a pessoa que mais amava naquela situação e pensou : Porque não eu ? As lágrimas caiam com força, saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas, não sabia mais o que fazer. Então começou a pensar : FOI EU QUEM APOIO O CURSO DE FOTOGRAFIA ! Os pensamentos do garoto foram cortados, quando a porta se abriu :
_ Ah, que susto doutor!
_ Desculpe, você é o Bruno, certo ?
_ Sim, Certo !

- Eu sinto Muito, para sobreviver, Ana precisa de um coração novo !
A lista de espera por um coração é muito grande, eu não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar a sua vez de fazer um transplante.
Como poderia viver em um mundo sem Ana ? Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo, entregou para o noivo de Ana, que agora já estava na sala de espera.
_ Já foi vê-lá ? Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Bruno foi para o escritório e escreveu três cartas, uma para seus pais, uma para Ana, e uma sobre os desejos que ele tinha. Ele tomou um remédio depois disso e dormiu, lenta e serenamente dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, o encontrou no chão, sem pulso, estava morto. E em cima da mesa estava escrito uma coisa pra ele : " eu não gosto de você, nunca vou gostar, mas mesmo assim, você tem que fazer algo que eu não poderei fazer, Leve meu corpo para o hospital com essa carta encima. Entregue a segunda carta para Ana, quando ela acordar, e quando a notícia de minha morte chegar, entregue a terceira carta aos meus pais." Ele acabou de ler a carta e o levou para o hospital, chegando lá, aconteceu na hora, o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, o noivo e os pais de Bruno, eles sorriam e choravam, ela não entendia nada, foi quando ela viu a carta dele e começou a ler : " Meu amor, bom dia, é hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada, por isso deixei essa carta! Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega, e eu aceitei a minha hora com a mesma felicidade de quando te vi na frente daquela escola. A minha hora chegou quando o seu fim estava próximo. Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estava lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia te deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas por que agora ? eu não sei ! Mas não teria sentido eu viver num mundo em que você não existiria, então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui uns anos, nós conversarmos aqui, na minha nova casa.
Agora eu tenho que ir meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito, é o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que te dava amor todo dia. Por favor, guarde ele, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco, eu vou estar sempre contigo. Eu te amo.
PS : não sei se vou conseguir te acordar amanhã. você me perdoa por isso ?
Então ela chorou, chorou como nunca, tremia por tantas emoções passarem por seu corpo.
Ana Terminou o noivado naquele mesmo dia. Não adiantava esconder algo que estava em sua cara. ELA AMAVA BRUNO, e seria sempre o SEU Bruno, ele era o homem de sua vida, o homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo, em qualquer momento.
Todo dia ela lembrava de Bruno, viver em um mundo sem ele não fazia sentido, mas não desperdiçaria todo o amor que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo, ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estariam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração apertar, se contorcer de dor, que fazia uma lágrima escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta dos beijos, dos beijos que foram negados, mas ela foi feliz.
Ana morreu com oitenta e cinco anos, mas ela sempre foi feliz, AFINAL, o coração do homem de sua vida batia dentro dela.